terça-feira, 21 de junho de 2011

Olimpíada Brasileira de Robótica 2011 - Regional Goiás

Olá!

A OBR 2011 - Regional Goiás aconteceu nesse sábado, dia 18/06. Pela primeira vez a competição contou com mais de 40 equipes inscritas e as provas de resgate de robôs foram realizadas por dezenas de robôs de instituições de ensino de Goiânia, Caldas Novas, Itumbiara e Inhumas.

Seguem abaixo algumas fotos do evento.

Obrigado a todos os professores, diretores, colaboradores e alunos competidores pelo excelente campeonato!













quarta-feira, 23 de março de 2011

Bolsas de estudos!!!!!!!!!

Atenção!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
1ª opção - Para vocês, colegas da Docência Universitária ou Prof Juliano, que querem estudar nos Estados Unidos e estão à espera de uma boa oportunidade, fiquem atento as seguintes informações e saibam como conseguir uma bolsa de estudos para nos EUA. A comissão Fulbright está oferecendo uma chance única para quem deseja fazer um doutorado, o programa que está com inscrições abertas é o Doutorado  em Ciência, Tecnologiae Engenharia, cujo prazo se estende até o dia 30 de abril.
Os candidatos inscritos devem ser formados em uma das seguintes áreas: Agronomia,   Astrofísica e Ciências Planetárias, Biologia, Ciência dos Materiais, Ciências da Informação, Ciência da Computação, Ciências Ambientais, Engenharias, Física, Geologia/Terra e Ciências da Atmosfera, Matemática, Neurociências e Ciências Cognitivas e do Cérebro, Oceanografia, Química ou Saúde Coletiva.
Os mesmos deverão passar por um processo seletivo para avaliação de todos os quesitos estabelecidos para a classificação. Três finalistas com o perfil adequado e buscado pela instituição concorrerão a uma das 40 bolsas oferecidas na etapa internacional de seleção. A exigência é que esses estudantes tenham um perfil inovador, talento e entusiasmo pelas as áreas científicas e das engenharias, além de excelente desempenho acadêmico. Outro pré-requisito essencial é que os concorrentes tenham cidadania brasileira e comprovem proficiência em inglês, são aceitos como comprovantes de fluência na língua estrangeira um mínimo de 90 no TOEFL Ibt, 580 no TOEFL PBT, ou ainda IELTS de 7.0.
O aluno escolhido ganhará uma bolsa auxílio que o ajudará com os custos de acordo com o local do país em que o mesmo realizará o curso, em geral o valor varia de US$ 1.160 a US$ 2.065 e é pago pelo período de 36 meses. Da mesma forma, é garantido ao estudante o pagamento integral de anuidade e taxas escolares, ajuda para compra de livros e equipamentos e passagem aéreas de ida e volta. Acesse o site abaixo para fazer a sua inscrição.
Bolsas de Estudo para pós-graduação nos Estados Unidos:apply.embark.com/student/fulbright/international/20/

2ª opção - Agora, se vocês que estão pensando em sair do país para estudar na bela Espanha, fiquem atento as outras informações e saibam como concorrer a bolsas de estudos através de programas conceituados no país. A Fundação Carolina é uma das instituições que mais recebem estudantes ou profissionais estrangeiros, promovendo intercâmbio cultural, educacional e científico entre países da Íbero América.
Bolsas de Estudos para Pós-Graduação na Espanha 2011
No momento oferece 1.420 vagas abertas para bolsas em cursos de pós-graduação das mais diversas áreas. Dessas, 910 bolsas para pós-graduação lato sensu, os interessados deverão se inscrever até o dia 6 de março. Outras 248 vagas são destinadas a cursos de doutorado, 30 em programas institucionais e 232 para formação permanente, o prazo de inscrição nestes casos vai até o dia 17 de abril. O processo de seleção será bastante rigoroso e levará em consideração diversos aspectos relacionados ao candidato. Os candidatos serão escolhidos por um comitê formado por membros das universidades que estão oferecendo as bolsas. Além do mérito acadêmico, a seleção também tomará como base a condição socioeconômica, equilíbrio geográfico, para garantir que as vagas sejam distribuídas igualmente para estudantes de regiões diversas e igualdade de gênero, assim homens e mulheres terão a mesma oportunidade.
Toda essa avaliação deve ser feita porque o valor pago, correspondente a bolsa de estudos, aos selecionados não será o suficiente para cobrir todos os gastos que eles terão ao longo do curso. Dessa forma, é de fundamental importância que os estudantes que deixarão o seu país para estudar na Espanha tenham condições para suprir parte de suas necessidades econômicas e assegurar o término dos estudos.
Se você se encaixa no perfil buscado pela referida entidade, acesse o site indicado abaixo e saiba todos os detalhes a respeito das bolsas de estudos oferecidas. Conheça todos os programasoferecidos e inscreva-se nos processos seletivos abertos para a sua área.
Estudar na Espanha: www.fundacioncarolina.es
Boa sorte para todos!!!!!!! BJS...
Walma Rabêlo

A RELAÇÃO ENTRE A MÍDIA E A EDUCAÇÃO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO EDUCACIONAL

A RELAÇÃO ENTRE A MÍDIA E A EDUCAÇÃO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO     EDUCACIONAL
(Daniel Mota – Jornalista e graduado em Comunicação Social)

 Mídia e Educação
No contexto atual, a mídia representa uma das instâncias mais importantes da sociedade. Ela é responsável por favorecer mudanças no comportamento das pessoas, nas relações humanas e na construção do conhecimento. Podemos dizer que a mídia interfere de forma decisiva em praticamente todos os campos sociais: político, econômico, social e cultural. No tocante a educação,  conceituada por alguns estudiosos como processo de aprendizagem que fornece o conhecimento necessário ao individuo para que ele possa conviver em sociedade com mais participação nas decisões; esse campo social também vem sofrendo já há alguns anos, a interferência midiática. 
Vivemos um tempo em que muitos anunciam a crise da escola enquanto outros depositam nela a salvação para todos os males da atualidade. Temos a tarefa de repensar coletivamente a função da escola e neste cenário a mídia ocupa importante função de fomentar esta discussão. Neste sentido, projetos de Mídia e Educação ou Educomunicação tornam-se uma alternativa para uma maior aproximação entre escola e sociedade. (SCHMIDIT, 2006)
Está evidente que a mídia está cada vez mais assumindo um status pedagógico, interpelando crianças, jovens e adultos. A relação entre mídia e educação está posta e um projeto educacional sintonizado com os novos tempos não poderia deixar de lado a oportunidade de levar o jornal para a sala de aula e ao mesmo tempo levar a sala de aula para o jornal (SCHMIDT, 2006, p,2)
Conforme Schaun (2002), na sociedade do conhecimento e da comunicação de massas em que vivemos, a mídia tornou-se instrumento indispensável do processo educativo. O emprego dos órgãos de comunicação social pode contribuir nos processos pedagógicos, por meio da difusão de conteúdos cívicos e éticos, complementando a educação formal e não-formal.
A relação entre esses dois campos do conhecimento, a mídia e a educação tem sido encarada por especialistas na área como fator fundamental para o processo de ensino e aprendizagem no Brasil neste século demarcado pela constante presença de inovações tecnológicas.
Para Citelli (2006), os conceitos de comunicação e educação passam a ser vistos como sequências de um processo cada vez mais inter-relacionado: requisitam-se para esclarecem-se. Portanto, o paradigma da educação no seu estatuto de mobilização, divulgação e sistematização de conhecimento, implica acolher o espaço inter- discursivo e mediático da comunicação como produção e veiculação da cultura, fundando um novo locus : o da inter-relação comunicação educação (MORAES,2000)
A presença marcante da mídia no campo da educação vem ganhando a cada dia mais expressão, porém a relação destes, não só veio a  surgir neste novo século. Afirma Citelli:
O desejo de aprender as inter-relações entre os campos da comunicação e da educação pode ser remontado às décadas de 1930 e 1940, e deriva das inquietudes geradas pela expansão dos medias no século XX. A crescente presença da imprensa escrita, do radio e TV, mostrava estar se desenhando uma nova configuração nos conceitos de ensino-aprendizagem, de educação e de conhecimento ( CITELLI, 2002, p 135)
Similar ao aparecimento da mídia, o surgimento das novas tecnologias de comunicação e informação tem sido elementos essências para vislumbrar uma nova maneira de professores poderem trabalhar conteúdos em sala de aula com maior facilidade e proporcionando dessa forma maior interação entre os aprendizados.
O diálogo mídia/escola pode ser alimento para uma abertura do discurso pedagógico e para inserção critica da voz da diferença representada pela imposição sistematizadora e de produção de saberes que devem motivar e estimular o mundo da escola (CITELLI, 2002, pp19)
Segundo Filho (1999), o uso de produtos da mídia como material pedagógico em sala de aula é tema da moda nos círculos da educação e da comunicação. Embora esta experiência e os estudos sobre ela tenham origem na Europa, países sul-americanos como o Brasil  e a Argentina já apresentam relativo desenvolvimento na área.
De acordo com Penteado (2009), da relação entre  mídia e educação surge uma  pedagogia da comunicação, que  remete ao uso de modernas tecnologias da comunicação no ensino como algo transformador da educação escolar.
As novas tecnologias são complementos (prolongamentos), refinados, recursos sofisticados aptos a potencializar a capacidade de comunicação humana. As tecnologias da comunicação só ganharão a possibilidade de exercer o papel transformador quando a educação for encarada como um processo específico de comunicação fruto de uma vivencia de uma didática ( PENTEADO, 2009,p. 13)
Para Maia e Meirelles (2002), a aplicação das tecnologias educacionais nos cursos presenciais traz em si uma revolução nos paradigmas educacionais atuais, "à medida que apresenta diversas oportunidades para integrar e enriquecer os seus cursos, disciplinas e materiais instrucionais". É preciso fazer a gestão do conhecimento e, principalmente, aprender a construí-lo coletivamente. Além disso, proporciona novas formas de interação e comunicação entre professores e alunos.
O objetivo da introdução das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na educação não deve ser um modismo ou estar atualizado com relação às inovações tecnológicas. Esse tipo de argumentação tem levado a uma subutilização do potencial destas, que além de economicamente dispendiosa, traz pouco benefício para o desenvolvimento intelectual do aluno. (MEIRELLES, 2002, pp,3)
Com o advento das novas tecnologias da comunicação, como audiovisuais  e a inserção destas na pratica docente, surge uma nova forma de educar, com vistas a inserir o aluno no contexto situacional da época. Isso tem se tornado cada vez mais comum nas escolas brasileiras, já  que vivemos em um período marcado pela "Era da Informação", das inovações e das novas possibilidades de gerar e transmitir conhecimentos.
Sobre Educomunicação
Em épocas passadas, num tempo em que as sociedades primavam pelo tradicional, à escola representava o papel de espaço para formação de conhecimento e de cidadãos, a qual era conferida muita importância e equilíbrio. Com o avanço das tecnologias que iam surgindo, mesmo que tímidas, foi se formando aquela que mais tarde viria a ser uma das instâncias mais importantes da sociedade humana, a mídia, nesse período, encarada como fonte de lazer dos mais importantes da escala social.
Contudo, não podemos afirmar que nesse passo nem tampouco distante, esses dois campos do saber, ainda não se interligariam. A relação da mídia com a educação teve início também nessa no passado, porém, os controladores do poder, que reinavam na sociedade passada, faziam uma dicotomia entre essas duas áreas e separavam – as de acordo com sua fragmentação do saber, embora estas já apresentassem relativa dependência uma da outra.
Para Schaun (2002), a Educomunicação tem se afirmado, nos últimos anos, como um campo de intervenção social que procura incluir a Comunicação no processo da mediação educacional. Segundo ela, este campo caracteriza-se por atividades de intervenção política e social fundamentadas no desejo de análise crítica do papel dos meios de comunicação que atuam no âmbito do ensino formal e informal.
 As práticas de intervenção social da Educomunicação constituem-se em ações, programas e produtos destinados a criar e a fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos (presenciais e virtuais), partindo da compreensão da importância da ação comunicativa para o convívio humano, para a produção do conhecimento e para a elaboração e implementação de projetos de mudanças sociais. (SCHAUN, 2002, p, 11).
A Educomunicação ressalta a importância da criação e fortalecimento de ecossistemas comunicativos nas escolas, através da inserção de meios de comunicação nos espaços educativos (SOARES, 2007). Em conformidade com  Schaun:
O paradigma da educação no seu estatuto de mobilização, divulgação e sistematização de conhecimento implica em acolher o espaço interdiscursivo e mediático da Comunicação como produção e veiculação de cultura, fundando um novolócus – o da inter-relação Comunicação  e Educação(SCHAUN, 2002, p,20)
Para Uribe (2006,p.76), " a Educomunicação,  que  se  situa  na  área  de  intersecção  entre  os  campos  da comunicação e da educação, nasceu justamente no âmbito dos movimentos populares e das Organizações Sociais orientadas por valores, ditas do Terceiro Setor. Seus conceitos são o fruto da experiência prática de educadores-comunicadores populares como Paulo Freire e Mário Kaplún.  Kaplún (apud URIBE,2006),  propôs  um  esquema  para  a  comunicação  onde  estes componentes são simultâneos e se necessitam reciprocamente.

 Os desafios da inclusão da mídia na escola
O sistema educacional brasileiro vem sofrendo grandes mudanças com o  decorrer dos tempos. Antes encarado como escola tradicional, em que o professor exerce uma função autoritária e detém o monopólio do conhecimento, a escola no século XXI está passando por uma reforma, quase que forçada pela presença massiva dos meios de comunicação, especialmente, das novas tecnologias de informação.
O ensino tradicional tem sido acusado de centrar-se quase exclusivamente na transmissão de conteúdos conceituais, de utilizar um esquema de comunicação unidirecional, no qual o professor informa, facilita conhecimentos, "ensina" ao aluno; de basear-se numa concepção "bancária" do ensino, na qual o papel do aluno se reduz ao de mero receptor(MARTÍN,1997,p,3)
Com o advento dessas tecnologias e a sua inserção no sistema educacional, a escola passa a receber uma nova configuração. Entre os maiores desafios da escola atual frente às novas tecnologias, apresenta-se a relação entre o professor, sujeito responsável pela transmissão de conhecimentos com estes meios. A maioria deles não recebeu em sua formação, uma preparação adequada para utilizar os meios de comunicação e por isso, acabam por sentir dificuldade em utilizá-las em sala de aula.
Para Cortelazzo (2005), é primordial que o educador se aproxime dos meios  de comunicação, familiarize-se com eles, aprofunde seus conhecimentos com base neles. Só assim, é possível que o professor possa se apropriar das potencialidades, controlando sua eficiência e seu uso, para então, criar novos saberes para que possa transmitir com mais segurança para os aprendizes. Além de tudo isso, de acordo com Gaia (2001),  ainda é preciso:
Os professores aprender a utilizar a mídia não como resolução dos problemas impostos pela prática didática, mas como proposta que traga uma fonte de aprendizado a mais para ser trabalhada em sala de aula. Esta visão implica ter uma atitude sem preconceito, não somente porque colabora para desnudar a noção de verdade perpassada pelas mídias e aceita por um expressivo número de cidadãos, mas também porque pensa esse fenômeno como parte da nossa realidade( GAIA, 2001,p.35).
Dentre as inúmeras  dificuldades enfrentadas pelos professores para poderem inserir as novas tecnologias da comunicação em suas praticas escolares destacam-se:
·         A escola no contexto atual, ainda enxerga com contradição a relação entre os meios de comunicação e a sociedade, pois grande percentual de professores brasileiros ainda vê  a mídia, de uma maneira geral, como um canal  que serve em maior parte para a sociedade de consumo alienante. Por outro lado,  muitos educadores reconhecem que os meios de comunicação – por seu apelo respondem, muito mais que a escola, à sensibilidade dos jovens.
·         Outra dificuldade sobre o uso da mídia como material pedagógico relaciona-se à formação do professor que valoriza, sobretudo, a tradicional    técnica de aula expositiva como forma de transmissão de conteúdo.Acostumados com essa técnica, na qual, maioria das vezes, apenas o professor atua ativamente, fazendo dos alunos, sujeitos passivos, sem espaço para dialogar.
·         Muitos professores admitem o desconhecimento das etapas e particularidades da produção jornalística. Eles desconhecem as formas e mecanismos de produção e disseminação de informações. Pois, para melhor utilização da mídia como material pedagógico, o professor deve compreender o processo de produção jornalística jornalístico, assim como suas limitações e constrangimentos.

Diante do que foi exposto acima, fica claro que o método mais eficaz para resolver os problemas que ainda persistem em dificultar a introdução das novas tecnologias no sistema educacional, seria em primeira instância, a capacitação de  professores para o uso das diferentes linguagens midiáticas em sala de aula - a familiarização de educadores  e educandos  com os meios de comunicação.  Só assim, estes poderão fazer uma  melhor utilização da mídia e sua análise crítica.  Só a partir de então, os alunos poderão desenvolver um olhar crítico em relação à produção midiática e produzir seu próprio material jornalístico, valorizando temáticas de seu interesse e da comunidade escolar.
Além disso, é fundamental que os professores sejam orientados quanto ao uso das novas tecnologias midiáticas, como tecnologias interativas em projetos pedagógicos tanto em seu desenvolvimento contínuo quanto em sua pratica pedagógica. Essa necessidade não se deve apenas ao fato de preparar os alunos para utilizá-las, mas principalmente, para prepará-los como leitores críticos e escritores conscientes do papel das mídias e não para que estes se tornem indivíduos alienados.
Os professores precisam aprender a manipular as tecnologias e ajudar os alunos a, eles também, aprenderem como manipulá-las e não se permitirem serem manipulados por elas (CORTELAZZO,2005,p.15 ).
Assim, por vivermos em uma sociedade onde a informação e a comunicação adquiriram uma enorme importância, podemos salientar que a  educação não pode continuar alheia aos novos meios de processamento, elaboração, armazenamento e distribuição de tal informação, que são alicerce  para futuras aprendizagens e conhecimentos.
 A inclusão das novas tecnologias multimídiaticas ao sistema educacional é inevitável, porém terá que fazer-se amparada em procedimentos educativos, abordagens didáticas, esquemas comunicativos inovadores e multidirecionais.
 Daí surge uma integração satisfatória de novos e variados meios na educação, que exige, ainda, um professorado conhecedor de suas vantagens e inconvenientes, capaz de assumir as funções que diferentes modelos e situações de aprendizagem lhes exigem. Só assim é possível termos professores capacitados, conscientes da importância do uso das mídias no processo de ensino e aprendizagem.
 O papel da instituição escolar frente às novas tecnologias.
 Para Luckesi (1986,p.37), " escola é a institucionalização da educação formal em sociedade, que tem por função possibilitar  a apropriação e a assimilação de conhecimentos e habilidades úteis, necessários a vida do individuo dentro da vida social".
Também considerada como espaço para aprendizagem e formação de cidadãos, a escola é acima de tudo, um meio de transformação social, comprovado desde os primórdios dos tempos. Dessa forma, é imprescindível que essa instituição, tão importante para as sociedades, acompanhe as transformações ocorridas em todos os campos da atividade humana.  Conforme afirma Luckesi (1986):
(...) a escola pode ser um instrumento no processo de transformação social e que o seu papel está em possibilitar ao educando a apropriação de conhecimento e das habilidades necessárias para uma vida social mais digna. ( LUCKESI1986, p, 38)
 Por isso, com o advento das novas tecnologias de comunicação e informação, torna-se essencial que as instituições de ensino incorporem-nas em seus projetos pedagógicos.
Ainda percebe - se que mesmo depois dos grandes avanços tecnológicos em todo o mundo, a escola ainda não está conseguindo acompanhar o ritmo destas. Olhando do ponto de vista social, isso é uma problemática preocupante, já que a cada dia as sociedades se modernizam, novos modelos de tecnologia surgem e as escolas ainda estão atrasadas em relação a isso, quando na verdade, deveriam acompanhar essas mudanças junto para que não haja descompassos.
A solução para a modernização das escolas brasileiras seria a inserção das tecnologias de informação no processo educacional.  Para que isso aconteça, é necessário haver o interesse de um conjunto de sujeitos, como representantes do povo nos poderes executivos e legislativos, que busquem medidas e recursos financeiros para a compra de tais materiais tecnológicos para as instituições.
Essa inserção de novas tecnologias na escola, não só depende também dos políticos, é fundamental que os gestores escolares, juntamente com os professores, se mobilizem em prol da causa, realizem projetos e demonstrem que a instituição não pode mais se restringir ao ensino, tradicional. As escolas que ainda não incorporaram as novas tecnologias em suas praticas escolares, e que mantém o ensino tradicional, não  conseguem  atrair  a atenção total dos alunos. Isso se explica porque, tecnologia de informação e da comunicação são novidades e tudo que é novo acaba se tornando mais atraente, por isso, a escola não pode estar inume dessas tecnologias. Conforme entendimento de Kunsch (1986):
A escola, enquanto transmissora de cultura e geradora de conhecimentos, deve interpretar os fatos numa perspectiva da dinâmica do dia-a-dia, estampada nos meios de comunicação, devendo, portanto, a educação e a comunicação andar juntas na construção de uma sociedade mais crítica, participando mais ativamente dos destinos da nação, na construção de uma democracia plena ( KUNSCH1986, p, 6)
 Com toda essa aparelhagem tecnológica presente em várias situações do campo social, a escola não ficar desassociada deles, pois enquanto isso acontecer, os aprendizes irão buscar se integrar com o que mais lhe possibilite aprender de maneira mais rápida, fácil e divertida. Como afirma Kunsch(1986, p,8):
A escola não pode mais ficar distanciada dos meios de comunicação, que exercendo hoje uma influencia decisiva, educam mais que a própria escola, educadores e comunicadores devem assumir uma postura critica frente ao papel reprodutivo da escola e dos mídias da ideologia dominante e, por outro lado, tem que levar as pessoas a fazer uma leitura das mensagem veiculadas, a desvendar as tramas da comunicação.( KUSCH 1986, p, 8).
 Portanto, o papel da escola atual é de instituição inovadora. Para que ela possa inovar é preciso adotar de vez as novas tecnologias de informação e comunicação, presentes em praticamente todos os lugares da sociedade. Com essa adoção, é preciso mais do que tudo, que os professores que irão trabalhar com essas tecnologias, sejam primeiramente preparados, para saber como utilizá-las no processo de ensino e aprendizagem, sem manipular o conhecimento dos alunos, tornando as aulas mais democráticas e abrindo espaços para  novas experiências.

Esse é um desafio e tanto!!!!!!
Walma

quarta-feira, 2 de março de 2011

O PROFESSOR SEMPRE ESTÁ ERRADO

Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".

É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!


Fonte: Revista do professor de Matemática 36, 1988

Uso das TIC’s na Educação: Universidade de Stanford (EUA)



O papel da Universidade deve ir muito alem das salas de aula, a universidade tem o papel de instituição social, formadora e transformadora do conhecimento, o conhecimento criado por essas instituições não deve ser algo confidencial, e de difícil acesso, esse conhecimento deve estar à disposição da sociedade e principalmente dos seus alunos.

Estamos na era do conflito entra a sociedade da informação e a sociedade do conhecimento, onde existe um grande volume de informação disponível pelos meios de comunicação, e cada dia que passa, essas informações são ampliadas, transformadas e até mesmo distorcidas, é papel dos agentes da educação (universidades e seus professores), intervir como mediador, demonstrando o que é informação, conhecimento e o que é relevante para que tenhamos uma aprendizagem mais significativa.

Temos um grande exemplo de uso das TIC’s (Tecnologias da informação e comunicação), da disponibilidade do conhecimento e da qualidade da informação, pela Universidade de Stanford, uma das instituições de ensino mais respeitadas no mundo, onde a mesma criou um projeto de ensino a distancia gratuito, chamado “Stanford Engineering Everywhere” (SEE), no qual é possível, fazer cursos a distância gratuito, nesses cursos inclui aulas em vídeo online, que possuem o mesmo conteúdo ensinado pela universidade em seu campus, slides, material de leitura, exames e testes.

Os cursos estão em inglês, são gratuitos, a quantidade de cursos é limitada, mas sabemos que isso já é um grande passo para a educação, e exemplo para as demais universidades.







Para maiores informações sobre o projeto:

http://see.stanford.edu/

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Substituindo ou auxiliando, computadores se aproximam dos humanos

Computador que vence humanos em programa de TV mostra os avanços da inteligência artificial


O computador Watson, da IBM, vence concorrentes humanos no programa de TV americano Jeopardy

No despontar da era da computação moderna, dois laboratórios financiados pelo Pentágono atuavam na Universidade de Stanford. Em um laboratório, um pequeno grupo de cientistas e engenheiros trabalhava para substituir a mente humana, enquanto em outro, um grupo similar trabalhava para amplificá-la.
Em 1963, o matemático e cientista da computação John McCarthy fundou o Laboratório de Inteligência Artificial de Stanford. Os pesquisadores acreditavam que levariam apenas uma década para criar uma máquina de pensar.
Naquele mesmo ano, o cientista da computação Douglas Engelbart formou o que se tornaria o Centro de Pesquisa de Amplificação, para buscar um objetivo radicalmente diferente – projetar um sistema de computação para aumentar por conta própria a inteligência humana de pequenos grupos de cientistas e engenheiros.
Pelas últimas quatro décadas, essa tensão básica entre a inteligência artificial e a amplificação da inteligência – IA contra AI – esteve no centro dos progressos da ciência da computação, enquanto o campo produzia a série de tecnologias cada vez mais potentes que estão transformando o mundo.
Hoje, com as mudanças tecnológicas se acelerando progressivamente, fica cada vez mais possível projetar sistemas para aprimorar a experiência humana – ou, num número crescente de casos, dispensá-la completamente. As implicações do progresso na IA estão em foco com a transmissão de uma disputa, colocando um sistema computacional da IBM, chamado Watson, contra os dois melhores jogadores de “Jeopardy” (programa de perguntas e respostas muito popular nos EUA), Ken Jennings e Brad Rutter.
Watson é uma iniciativa de pesquisadores da IBM em aprimorar um grupo de técnicas usadas no processamento de linguagem humana. Ele oferece sólidas evidências de os sistemas de computação não mais ficarão limitados a responder comandos simples. As máquinas serão cada vez melhores em discernir jargões, nuances e até mesmo charadas. Ao atacar o desafio da ambiguidade na linguagem humana, a ciência da computação está se aproximando do que os pesquisadores chamam de “problema Paris Hilton” – a habilidade, por exemplo, de determinar se uma consulta está sendo feita por alguém realmente interessado em reservar um hotel na França, ou alguém apenas navegando e passando o tempo na internet.
Se, conforme a previsão de muitos, o Watson derrotar seus oponentes humanos na quarta-feira, as consequências filosóficas desse feito serão enormes.
Além disso, a demonstração da IBM também sugere profundas mudanças sociológicas e econômicas.
Economistas costumam argumentar que, embora novas formas de automação possam desalojar trabalhadores no curto prazo, em períodos mais longos o crescimento econômico e a criação de empregos continuaram à frente de qualquer tecnologia. Por exemplo, no último século e meio, a mudança dos EUA de uma sociedade basicamente agrária para outra onde menos de 1 por cento da mão de obra está na agricultura é comumente citada como prova da capacidade da economia para se reinventar.
Isso, porém, foi antes de as máquinas começarem a “entender” a linguagem humana. O rápido progresso no processamento da linguagem está começando a gerar uma nova onda de automação – que promete transformar áreas da economia intocadas, até hoje, pelas mudanças tecnológicas.
“Como programadores de ferramentas, produtos e tecnologias, devemos pensar mais nessas questões”, disse Pattie Maes, cientista da computação do Laboratório de Mídias do MIT. Os programadores não enfrentam apenas questões éticas, diz ela; conforme as máquinas simulam mais habilidades que antes eram exclusivas dos humanos, seus programadores se deparam com o desafio de repensar o que significa ser um humano.
Executivos da IBM disseram que pretendem comercializar o Watson para proporcionar uma nova classe de sistemas de perguntas e respostas nos negócios, na educação e na medicina. As repercussões dessa tecnologia são desconhecidas, mas é possível antever, por exemplo, sistemas que substituirão não só especialistas humanos, mas centenas de milhares de empregos com altos salários por toda a economia e em todo o mundo.
Praticamente qualquer emprego que envolva responder a perguntas e conduzir transações comerciais por telefone logo estará em risco. É só lembrar a rapidez com que os caixas eletrônicos de bancos substituíram os funcionários humanos, para se ter uma ideia do que poderia acontecer.
Seguramente, qualquer um que tenha passado algum tempo na espera telefônica do suporte técnico para alterar uma passagem aérea deve saudar essa mudança.
Porém, existe também um crescente desconforto com os avanços no entendimento da linguagem natural em sistemas como o Watson. Por mais rápida que seja a proliferação dos sistemas baseados em IA, há exemplos igualmente convincentes do poder da AI – sistemas que estendem a capacidade da mente humana.
O próprio Google talvez seja o exemplo mais significativo do uso do software para explorar a inteligência coletiva dos humanos e, em seguida, disponibilizar tudo gratuitamente na forma de uma biblioteca digital. O mecanismos de busca foi originalmente baseado num algoritmo de software chamado PageRank, que explorava as escolhas humanas ao indicar páginas da web que continham respostas a uma pergunta digitada, e então classificava rapidamente os resultados por nível de relevância.
A internet é amplamente usada para aplicações que empregam uma série de capacidades humanas. Por exemplo, experimentos com jogos online criados para dominar a habilidade humana em reconhecer padrões – que ainda ultrapassa facilmente o que é possível por computadores – estão gerando um novo conjunto de ferramentas científicas. Jogos como FoldIt, EteRNA e Galaxy Zoo permitem que indivíduos compitam e colaborem em campos como astronomia, biologia, medicina e, possivelmente, até mesmo a ciência material.
A computação pessoal foi o primeiro passo para a amplificação da inteligência que atingiu um público amplo. Ela criou uma geração de “trabalhadores da informação”, e os equipou com um conjunto de ferramentas para coletar, produzir e compartilhar informações. Agora existe uma qualidade cibernética nas mudanças em andamento, conforme a computação pessoal evoluiu do desktop para o laptop – e hoje para os smartphones, que da noite para o dia se tornaram onipresentes.
O smartphone não é somente uma ferramenta de navegação e comunicação. Ele rapidamente se tornou uma extensão quase contínua de nossos sentidos. Mais que apenas uma ferramenta de referência, ele está rapidamente evoluindo para ser um “concierge da informação” – que pode responder a consultas faladas ou digitadas, ou simplesmente oferecer conselhos.
Avanços adicionais na IA e AI devem confrontar progressivamente os engenheiros e cientistas da computação com escolhas claras sobre qual tecnologia é usada. “É preciso haver um contrato social explícito entre os engenheiros e a sociedade, para criar não apenas empregos, mas empregos melhores”, disse Jaron Lanier, cientista da computação e autor de “You are not a Gadget: a Manifesto” (Você não é um equipamento: um manifesto, em tradução livre). As consequências das decisões humanas de programação podem ser vistas nos sistemas concorrentes de notícias online, desenvolvidos aqui no Vale do Silício.
Diariamente, Katherine Ho se senta num computador e observa quais artigos de notícias estão sendo lidos por milhões de usuários do Yahoo.
Seu monitor exibe os resultados de um grupo de softwares, fornecendo atualizações quase instantâneas sobre a exata popularidade de cada artigo na página inicial da empresa, com base nos gostos e interesses dos leitores.
Ho é a versão para o século XXI do editor de um jornal tradicional. Em vez do palpite e do instinto, suas decisões sobre quais artigos publicar na home do Yahoo se baseiam nas dicas geradas pelos algoritmos do software.
Ao longo do dia ela reordena constantemente as matérias, que são exibidas às dezenas de subgrupos demográficos que perfazem o público leitor do Yahoo. Um artigo que não está atraindo muito interesse pode durar apenas alguns minutos no ar, antes de ser eletronicamente retirado. Artigos populares permanecem online por dias, e chegam a atrair dezenas de milhões de leitores.
A apenas oito quilômetros dali, em seu rival Google, as notícias são produzidas de uma forma totalmente distinta. O “spotlight”, um popular recurso no novo site do Google, é gerenciado inteiramente por um software que realiza basicamente as mesmas funções de Ho.
O software do Google vagueia pela web, procurando por artigos considerados interessantes, usando um processo similar ao sistema de classificação de resultados do PageRank para decidir quais artigos apresentar aos leitores.
Em um dos casos, a tecnologia do software está sendo usada para amplificar as habilidades de uma funcionária humana; no outro, a tecnologia a substitui completamente.
Decisões similares de programação, sobre como as máquinas são usadas e se elas irão aprimorar ou substituir as qualidades humanas, estão sendo conduzidas numa profusão de maneiras; o real valor do Watson pode estar, eventualmente, em forçar a sociedade a refletir sobre onde deve ser traçada a linha entre máquinas e seres humanos.
E na verdade, para o cientista da computação John Seely Brown, as máquinas que respondem perguntas servem apenas para enaltecer o que permanece fundamentalmente humano.
“A essência do ser humano envolve fazer as perguntas, e não respondê-las”, afirmou ele.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

O PAPEL DAS TICS NA EDUCAÇÃO


A mídia trabalha ditando as regras, como a sociedade deve viver, agir, se comportar e consumir. Ela atua na formação humana, como educadora. Cabe ao professor mediar os alunos a desenvolverem o pensamento autônomo e crítico diante de tantas informações que temos, desenvolvendo assim cidadãos donos de si, críticos, criativos ao invés de uma sociedade alienada.
Será que somos realmente livres? Será que gostamos realmente de determinado prato? Refrigerante? Revista? Programa de televisão? Ou será que estamos sendo manipulados como fantoches? A alienação ocorre porque muitas vezes não temos o pensamento crítico e a curiosidade de investigar os fatos que ocorrem a nossa volta. É muito mais simples, rápido e fácil aceitarmos o que nos é dado sem ao menos perguntarmos o por quê. A mídia tem contribuído para a desumanização das relações sociais, causando o isolamento das pessoas. Segundo Libâneo (2007, p,100):


A tecnologia da informação provoca um fenômeno sumamente segregador para a população de baixa renda, com baixa escolarização, com baixissima capacidade crítica frente à avalanche informativa vinda especialmente pela televisão. Número grande de trabalhadores apenas vê televisão e só recebe imagens pré fabricadas. Na classe média, adultos e adolescentes utilizam as mídias, computadores, internet, etc., mas têm em relação a elas uma atitude eminentemente passiva, com baixa capacidade de leitura crítica da informação recebida. Ou seja, a revolução tecnológica atinge a todos, mas de modo diferente. As mesmas pessoas que estão a margem da economia, também estão a margem das tecnologias.


É através da informação que temos acesso ao conhecimento. Para tanto faz-se necessário que esta seja trabalhada, interpretada e analisada. O papel do professor é de fundamental importância na mediação do aluno com os meios de comunicação e informação, auxiliando as pessoas a terem o pensamento autônomo, crítico, tendo consciência do mundo a sua volta, compreendendo a realidade e atuando sobre ela. É possível pensar que a escola convencional poderia perder o seu espaço para os diversos meios de comunicação. Conforme Libâneo (2007, p. 104) “são necessários os professores. A tecnologização do ensino cria a crença de que o computador e outras mídias podem substituir a relação pedagógica convencional”.

É preciso que se tenha na formação inicial e continuada do professor disciplinas que instigam a reflexão crítica do mundo. Desta forma, não haveria tanta resistência por parte dos professores em relação a inclusão das tecnologias da informação e comunicação no ensino-aprendizagem.

De um lado temos um paradigma tecnicista onde o aluno é condicionado a não questionar,a não ter um pensamento crítico somente aceitar o que lhe imposto, tendo ações e pensamentos mecânicos e repetitivos. Já no paradigma histórico-cultural o professor desperta no aluno o interesse, a busca pelo conhecimento desenvolvendo o pensamento autônomo, crítico, criativo, levando ao desenvolvimento cognitivo sócio-cultural e institucional. Libâneo (2007, p,104) “afirma que as habilidades cognitivas não seriam ações mecânicas, repetitivas, mas mediadoras do processo de aprender”. 

  
Grupo: Aline, Ednamar, Kelen e Wendel.

Artigo sobre TICs e Formação de Professores

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: SOBRE REDE E ESCOLAS


CLIQUE AQUI para fazer o download do artigo

KATIA MOROSOV ALONSO*

RESUMO: A temática das tecnologias da informação e comunicação (TIC), aliada à formação dos professores, suscita reflexões sobre a natureza do trabalho pedagógico, com base nas mediações técnicas e no desenvolvimento do processo formativo dos profissionais da educação nesse contexto. De fato, o uso de recursos tecnológicos sofisticados não tem assegurado transformações nas práticas pedagógicas nas escolas. O objetivo deste artigo se centra na análise desse fator, considerando que a lógica estabelecida pelas TIC implica trabalho em rede, lógica muito diferente do realizado nas e pelas escolas atualmente. É na fronteira dessas lógicas que são observados espaços que poderiam apoiar menos reducionismos no entendimento sobre TIC e formação docente.

Palavras-chave: Tecnologias da informação e comunicação. Formação
de professores. Trabalho do docente.

Tecnologias da informação e comunicação e formação de professores: sobre rede e escolas. Educ. Soc., Out 2008, vol.29, no.104, p.747-768. ISSN 0101-7330

Artigo retirado do SciELO Brasil ( A Scientific Electronic Library Online - SciELO é uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Os desafios das TICs na educação

As tecnologias da informação e comunicação vêm promovendo grandes mudanças no campo educacional e cada vez mais, desafios e possibilidades são apresentados aos professores. 

Entrar no mundo da informação significa aceitar os desafios dos novos tempos e ter o espírito aberto para novos conceitos e novos modos de encarar o mundo. 

Vale anotar que as TICs são meios poderosos que contribuem na procura de sucesso educativo, não podendo ser encaradas como o remédio para todos os males da educação. Ademais, as práticas pedagógicas que caracterizam o descompasso entre a educação e a atual sociedade globalizada necessitam de uma urgente reflexão. 

Vale anotar que torna-se desafiadora a busca da superação das práticas pedagógicas autoritárias e conservadoras, que se preocupam em vencer os conteúdos, em manter a disciplina baseada no silêncio em sala de aula, mantendo o pensamento acrítico e ingênuo na transmissão dos conteúdos, e as metodologias reprodutivas. 

É imperioso que se busque a superação de antigos paradigmas, que permearam a educação durante um longo período. Para tanto, precisamos entender o conceito de paradigmas para compreender a sua relação com o ensino. 

Desse modo, entendemos que, paradigma refere-se a modelo, padrões, crenças e valores compartilhados que permitem a explicação de certos aspectos da realidade, partilhados pelos membros de uma comunidade científica.

O paradigma tecnicista, inspira-se nos princípios de racionalidade, eficiência, produtividade, considerando que não é o professor nem o aluno, mas a organização racional dos meios. O planejamento e o controle asseguram a produtividade do processo.

Por sua vez, o paradigma histórico-cultural, é caracterizada por educandos e educadores inter-relacionados, interdependentes em suas atividades, ambos com a função de refletir, defender suas idéias, construir, criticar, produzir e projetar sua existência.

Não se pode perder de vista que o paradigma tecnicista e o histórico-cultural, não se sucedem linearmente entre si. Inclusive, coexistem e se interpenetram, criando novos referenciais e influenciando novos comportamentos e posturas.
Oportuno se torna dizer que tanto no paradigma tecnicista, como no histórico-cultural, as TICs são importantes para o processo de aprendizagem, contudo quem detém a informação acaba detendo o poder de manobra, conforme descreve o ilustre professor José Carlos Libâneo: "Quem domina as mídias acaba por dominar as cabeças as emoções, os sentimentos, as decisões das pessoas, como pode ser ser sentido por cada um de nós na televisão, nas campanhas políticas, na propaganda. A opinião pública acaba sendo fortemente modelada pela mídia." (Didática e Interface, organizado por Carlos Cardoso Silva e Marilza Vanessa Rosa Suanno, Capitulo V, 'As tecnologias da Comunicação e Informação e a Formação de Professores', pág. 97)

O grande desafio que os educadores vivenciam é superar esse modelo conservador, que consiste no ensino autoritário, mecânico e descontextualizado, em que professore aluno ficam restritos à reprodução do conhecimento. Portanto, em função disto, os professores precisam preparar-se para serem consumidores críticos das mídias e desses aparatos, e para ajudar os seus alunos a se relacionarem criticamente com elas.

Portanto, as TICs são importantes desde a formação de professores, para serem habilitados com as ferramentas tecnológicas, ou seja, estar preparados para trabalhar o seu conteúdo juntamente com as técnicas disponíveis. Esse caminhar tecnológico deve ser dado pelo educador para que junto com os alunos possam construir um novo saber com auxílio das tecnologias, comunicação e informação, cujo resultado almejado, seja alcançado com o conhecimento e com a transformação para atender as necessidades da sociedade atual.

Valmir, Carla e Simone